sexta-feira, 10 de julho de 2009

10 de julho - Dia da pizza (tudo de bom)

Hum... que delícia!!!






Do Egito à Grécia Clássica, até Roma e Pompéia, estiveram presentes alimentos que nos fazem recordar o preparo e o cozimento de nossa atual pizza. No antigo Egito, era costume celebrar o aniversário do Faraó, comendo uma massa achatada e condimentada com ervas aromáticas. Também, têm-se registro de relatos de algumas receitas Babilonesas e, no século VII a.C, um poeta soldado, em seus versos, nos informa que possuía uma massa achatada junto à sua lança - base principal da alimentação de um soldado naqueles tempos.

Muitos consideram a pizza atual como uma invenção da culinária italiana, que começou na sulina cidade de Nápoles. De fato, a pizza é vista com atenção especial pelos napolitanos como o seu tesouro culinário, uma reflexão da História popular: os Lombardos, chegados no sul da Itália depois da queda do Império Romano, trouxeram suas búfalas que, encontrando ambiente ideal na região do Lázio, abasteceram-se de leite para a criação da "mozzarella" e posteriormente, coma descoberta do Novo Mundo, chegaria à Europa o elemento fundamental para a pizza, sem o qual esta jamais poderia existir: o TOMATE. Depois de algumas desconfianças iniciais, o tomate acaba por ingressar triunfalmente na culinária napolitana e a pizza se beneficiará disto, aproximando-se ainda mais do formato com a qual é conhecida na atualidade.

Por volta de 1700 e 1800, a pizza se consolida como um dos pratos da culinária napolitana mais tradicionais e preferidos pelo público. A então Rainha da Itália e Savóia, Margherita (originária da Áustria), esposa de Umberto I, elevou a pizza de suas origens humildes, quando um pizzaiolo, fez três pizzas diferentes para a Rainha. Ela gostou de uma coberta com tomates, mussarela e manjericão. Foi quando a "Pizza Margherita" ganhou o seu nome.

Fonte: Internet


E tem pizzas para todos os gostos, das mais simples as mais exôticas. Dá uma espiada...


Pizza de palma

Algumas cidades brasileiras revelam que nem só as tradicionais muçarela e calabresa estão presentes nos cardápios das pizzarias. A criatividade dos pizzaiolos mostra sabores inusitados, como a “redonda” de palma, um tipo de cacto costumeiramente usado no Nordeste para alimentar o gado durante o período da seca e que foi parar no prato do cliente.

Em Lençóis (BA), na Chapada Diamantina, o cacto ganhou uma segunda opção, a de fazer parte dos ingredientes de uma pizza. A presença da palma na gastronomia local foi difundida por meio dos garimpeiros, que tinham dificuldade de conseguir alimentos durante o período de mineração, nos acampamentos montados em grutas de pedra. “Alguns até usavam o mandacaru, o xique-xique e o cabeça-de-frade como opções para comer”, disse o pizzaiolo Renato Cesar Nicotera, dono da Oxente Menina Pizza na Pedra, em Lençóis.

Segundo ele, a palma é fonte de fibras, vitamina A, ferro e cálcio. “Aqui na região, palma é coisa fácil de se achar. Ela já vem picada e ensacada nas feiras e nos restaurantes de comida típica. Costuma ser um bom acompanhamento para outros pratos. Sempre gostei de usar ingredientes locais até por uma questão de sustentabilidade.”








Pizza de pequi

Uma fruta com pouca polpa e típica do cerrado brasileiro se tornou ingrediente de pizza em Goiânia. O pequi tem sabor meio puxado para o amargo, mas se adapta bem com pratos que levam carne, massas e até risotos. Mas foi na "redonda" que a fruta caiu no gosto dos clientes da Pizzerria 110, na capital goiana.

Segundo Marcello Arantes, um dos responsáveis pelo estabalecimento em Goiânia, a pizza de pequi, na verdade, é uma derivação de um prato muito conhecido na região, o arroz com pequi. "O que fizemos foi trocar o arroz pela massa da pizza. Como frango com pequi é muito consumido aqui em Goiânia também, juntamos dois pratos tradicionais da cidade em uma única pizza", disse Arantes.

O comerciante explicou que a pizza leva frango e um creme feito de pequi. "Quem gosta, gosta e repete. Essa fruta é assim, oito ou 80. Ela tem um gosto bem exótico, mas como é muito pedida, acho que acertamos na receita."



Pizza de caranguejo

O caranguejo é tipicamente encontrado no mangue e há tempos já caiu no paladar brasileiro, mas colocar a carne do crustáceo em uma pizza foi uma inovação idealizada pelos cozinheiros da Pizzaria Maggiorasca, em Sao Luís. A receita foi levada para a Copa Brasileira das Pizzarias, disputada por mais de 300 casas, e chegou ao 7º lugar.

Segundo os responsáveis pela receita, a pizza, batizada de Delizia Del Mangue, é tipicamente nordestina por conta da regionalidade dos ingredientes, como a cebolinha branca, vinagreira e o caranguejo.


Pizza de pimenta

Para Antônio Portela, dono da Cia da Pizza, em Salvador, a pizza é o “prato mais democrático que existe”. E a democracia da “redonda” permite que no cardápio do restaurante de Portela exista um item que chama a atenção dos clientes – a pizza de rapadura com pimenta.

Na capital baiana, o tradicional doce de rapadura foi parar na pizza. “Minha intenção era pegar ingredientes regionais. Por isso a democracia. Cada região inventa uma coisa diferente”, diz. A pizza, que já aparece na lista mais pedidas do restaurante de Portela, leva queijo coalho e rapadura. Ao sair do forno, o cliente escolhe a pimenta que será salpicada sobre o recheio. Há três opções: pimenta do reino, malagueta e calabresa.

Quem pede a receita que Portela chama de “exótica”, escolhe movido pela curiosidade. “Geralmente pedem apenas um quarto da pizza com esse sabor. O pessoal tem uma certa reserva com essas invenções”, afirma o criador da receita.
O próprio dono da pizzaria diz que sabores muito diferentes não o atraem. “Fui criado em São Paulo e não estava acostumado. Mas esta mistura doce e ardida me agradou, ficou muito harmônico. Já tem gente que é fã do sabor. Geralmente as pessoas amam ou odeiam esta pizza, não tem meio termo”.

Veja como fazer a pizza
A massa, segundo Portela, é a padrão para pizza, e leva água, farinha, sal, fermento e uma pitada de azeite. “A pizza é de base branca, ou seja, nela não vai molho de tomate”, diz.

O recheio de uma pizza média leva 200g de queijo coalho e 100g de rapadura ralada. Depois de retirar a pizza do forno, polvilha-se pimenta sobre o recheio. A quantidade depende do gosto e o tipo de pimenta também. O queijo coalho pode ser substituído por queijo minas e a rapadura, por açúcar mascavo.



Fonte e créditos: www.g1.com.br

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